domingo, 31 de agosto de 2008

O Fim...


... acabou o "Pacanina..."

Acredito que todo o fim pressupõe um novo começo. Hoje, amanhã, para a semana... seja quando for!

Eu continuo a mesma, e voltarei num outro formato. Queria agradecer a todos, mesmo a todos, os que de alguma forma aqui me acompanharam, me deram uma força, ou simplesmente me leram, ou simplesmente passaram, os que aqui conheci e que me proporcionaram um crescimento incrível, aqueles que ousaram dar um passo mais na escadaria dos afectos, aqueles que gostaram e até aqueles que não gostaram tanto assim...

... aqueles que sempre demonstraram confiança em mim e, com isso, me incutiram confiança.

Aqueles que me cuidam, que me sabem... que me gostam...

Aqueles que acham que vale a pena... sigam-me...

... em breve direi até onde...

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sábado, 23 de agosto de 2008

Esta é para ti...

Descanso merecido...


Poisé...

Férias com sabor a férias... era mesmo disto que eu estava a precisar...

Ir ao encontro do mar, fazer as pazes com os meus livros, aproveitar o filhote, e, com toda a certeza, voltar a construir os meus castelos...
Polvilhar os meus sonhos com areia de mil cores, temperar a minha vida com hortelã pimenta, fazer do ócio o fiel companheiro, permitir-me não pensar em nada... esquecer legislações, políticas sociais desastrosas, esquecer obrigações, utentes, IP, até colegas... ou pelo menos algumas...

A música já toca, o carro está atestado... afinem-se as gargantas e...

É só uma semaninha, mas aproveitarei cada dia como se fosse o último...

Aqui, deixo a minha realidade... não vai azedar por isso, estou certa...

... mas volto... vou só ao Algarve um cadinho...

Boas Férias para mim!! E para quem mais estiver...

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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Sonho Azul

Jorge Abrantes - Hammerfest - Noruega

Aurora Boreal


Fui encontrar-te perdido no meio do meu sonho azul
Estavas sentado olhando o rio que o atravessa
E as suas águas calmas, serenas, brilham como o Sol
Levam na corrente as palavras em jeito de promessa

Como que surpreso então por me veres olhando para ti
Ergueste a cabeça para mim e sorriste com emoção
As minhas mãos para ti, num abraço eu estendi
Quero que venhas de encontro ao meu coração

Juntos no meu sonho azul, abraçados fitando aquelas águas
Encontrámos o sentido das palavras escritas naquele rio
Não deixemos que a vida passe por nós sem dizer
Lutei, remei, rezei, busquei, tentei ... tudo para não cair no VAZIO ...

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domingo, 10 de agosto de 2008

Coração de ouro


(...) Ninguém tinha levado uma flor sequer para a minha professora D. Cecília Paim. Devia ser porque ela era feia. Se ela não tivesse uma pintinha no olho, não era tão feia. Mas era a única que dava um tostão pra mim pra comprar sonho recheado no doceiro de vez em quando, quando chegava o recreio.
Comecei a reparar nas outras aulas e todos os copos sobre a mesa tinham flores. Só o copo da minha continuava vazio.

(...)

A escola. A flor. A flor. A escola...

Tudo ia muito bem quando Godofredo entrou na minha aula. Pediu licença e foi falar com D. Cecília Paim. Só sei que ele apontou pra flor no copo. Depois saiu. Ela olhou para mim com tristeza.
Quando terminou a aula me chamou.
- Quero falar uma coisa com você, Zézé. Espere um pouco.
(...)

- Godofredo me contou uma coisa muito feia de você, Zézé. É verdade?
(...)
- Da flor? É sim, senhora.
- Como é que você faz?
- Levanto mais cedo e passo no jardim da casa do Serginho. Quando o portão está só encostado, eu entro depressa e roubo uma flor. Mas lá tem tanta que não faz falta.
- Sim. mas isso não é direito. Você não deve fazer mais isso.
(...)
Só assim que eu podia, professora. Lá em casa não tem jardim. Flor custa dinheiro... E eu não queria que a mesa da senhora ficasse sempre de copo vazio.
Ela engoliu em seco.
- De vez em quando a senhora não me dá dinheiro para comprar um sonho recheado, não dá?...
- Poderia lhe dar todos os dias. Mas você some...
- Eu não podia aceitar todos os dias...
- Porquê?
- Porque tem outros meninos pobres que também não trazem merenda.
Ela tirou o lenço da bolsa e passou disfarçadamente nos olhos.
- A senhora não vê a Corujinha?
-Quem é a Corujinha?
- Aquela pretinha do meu tamanho que a mãe enrola o cabelo dela em coquinhos e amarra com cordão.
-Sei, a Dorotília.
- É sim senhora. A Dorotília é mais pobre do que eu e as outras meninas não gostam de brincar com ela porque é pretinha e pobre demais. Eu divido o sonho que a senhora me dá com ela.
Dessa vez ela ficou com o lenço parado no nariz muito tempo.
- A senhora de vez em quando, em vez de dar para mim, podia dar para ela. A mãe dela lava roupa e tem onze filhos. Todos pequenos ainda. Dindinha, minha avó, todo o sábado dá um pouco de feijão e de arroz para ajudar eles. E eu divido meu sonho porque mamãe ensinou que a gente deve dividir a pobreza da gente com quem é ainda mais pobre.
As lágrimas estavam descendo.
- Eu não queria fazer a senhora chorar. Eu prometo que não roubo mais flores e vou ser cada vez mais um aluno aplicado.
- Não é isso Zézé. Venha cá.
Pegou as minhas mãos entre as dela.
- Você vai prometer uma coisa, porque você tem um coração maravilhoso, Zézé.
- Eu prometo, mas não quero enganar a senhora. Eu não tenho um coração maravilhoso. A senhora diz isso porque não me conhece em casa.
- Não tem importância. Pra mim você tem. de agora em diante não quero que você me traga mais flores. Só se você ganhar alguma, você promete?
- Prometo, sim senhora. E o copo? Vai ficar sempre vazio?
- Nunca esse copo vai ficar vazio. Quando eu olhar para ele vou sempre enxergar a flor mais linda do mundo. E vou pensar: quem me deu essa flor foi o meu melhor aluno. Está bem?
Agora ela ria. Soltou minhas mãos e falou com doçura.
- Agora pode ir, coração de ouro...


in O Meu Pé de Laranja Lima, José Mauro de Vasconcelos

Sonhos doces podem ser também o querer acreditar que esta doçura, ternura e pureza podem existir sempre... e eu sou uma sonhadora!!!


E para quem está com dificuldade em chorar para libertar muito do que vai dentro de si... um bom conselho, este livro... chora-se da primeira à última página e repete-se vezes sem conta ao longo dos anos...

... eu diria... é de ler e chorar por mais... tanto ou mais, só mesmo vendo o filme "O campeão" - Minha nossa!!

Eu também vejo SEMPRE a minha flor... ela está lá...

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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Colorir...


Hoje, a caneta preta habitual não me é de serventia... Parada, inútil por entre os meus dedos...
Olho, estática, a folha de papel, lisa e branca...
Sinto o cheiro do papel virgem onde me quero derramar, ao qual me quero entregar...
E a caneta parece só querer escrever saudade, escrever tristeza, escrever receios e medos, escrever dor...

Nego-lhe essa vontade e ponho a caneta de lado... hoje não vais ser a minha companheira... pegarei em ti novamente quando me transmitires Esperança, confiança, coragem...

Pego nos meus lápis de cor... com eles pinto as palavras mais tristes com as cores mais alegres.
A "lágrimas" pinto de rosa; a "dôr" pinto de vermelho; a "tristeza" pinto de azul; a "incerteza" pinto de laranja... reservo as restantes cores...

Desenho o meu sentir no papel ao som das letras coloridas...
Pinto a minha vida com as cores que tenho no coração...
Quero vestir a palavra "solidão" de verde, cor que tinha de reserva...
Quero transformar o negro do "medo" e o roxo da "ansiedade" no lilás, ou no alfazema e por eles deixar entrar a Luz, a tua...
Quero inventar uma cor nova para a "coragem"...

Tenho cor à minha volta... tenho música... e agora:

Quero beber o doce das tuas palavras e nunca me enjoar, e fazê-las eternas em mim, em nós...
Quero agarrar o teu sorriso na palma da minha mão...
Quero iluminar a minha vida com a tua Luz...
E dizer-te o quanto gosto-te e quanto apeteces-me enquanto... baixo as luzes...
Seguro os teus lábios nos meus... esses lábios...
Dispo-me de inibições... dispo-te...
Trocamos suores, sabores, cheiros ... misturamo-nos...

Ao sabor da nossa música e no compasso das nossas cores...

"Quem sabe isso quer dizer amor..."

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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

+ Caçador de mim

Fica pelo menos a voz... a energia... o sentimento... a maravilha... do Milton...


Caçador de mim


Por tanto amor, por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz, manso ou feroz
Eu, caçador de mim

Preso a canções
Entregue a paixões que nunca tiveram fim
Vou me encontrar longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
Abrir o peito à força
Numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir o que me faz sentir
Eu, caçador de mim

Não percam a oportunidade de ouvir esta música cantada por Milton Nascimento. Procurei no youtube, mas apenas composições de imagens e não o Milton a cantar como eu gostaria... assim fica o registo de uma letra... especial.

Lembras? Eu tenho lembrado bastante, esta... e outras...

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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Equilíbrio...


Já te disse que adoro a forma como me devolves ao equilíbrio naquelas alturas em que extravaso o limite do bom senso... Como me apaziguas comigo mesma, como me trazes à razão...

Todos os dias caminho na nossa direcção, todos os dias vou de encontro a nós. Espero-te e como sabe bem esperar-te.
Como é bom quando chegas e me acalmas a alma, como é bom ouvir a tua voz, sentir o teu calor... sentir o teu abraço do tamanho de um Mundo, a energia que ele me traz, o carinho...
Como é bom quando chegas e a tua energia é o que reacende a chama que se estava a apagar...
Como é bom saber que quando não estás, estás na mesma...
Como é bom saber que os meus receios e medos são partilhados por ti...
Como é bom saber que existes...
Como é bom existir...

... mesmo quando a espera me acentua a solidão, mesmo quando o silêncio se torna ensurdecedor, mesmo quando a ansiedade parece que nos sufoca...

... mesmo não te vendo, mesmo não te tendo, mesmo ...

Vivo-te! Invento-te e reinvento-me!

E Gosto-te!!... e estou aqui, SEMPRE!!

A porta está sempre aberta...

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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Dou-me-te

Não sei se saberei como te amar
de outra forma que não tão intensamente
de mim não poderás nada mais esperar
se te amo, e o meu olhar não o desmente...
Na procura dolorosa de não errar
mas correndo riscos para acertar,
Quero que guardes para sempre em ti
tudo quanto anseio poder te dar
Feliz porque existes é como me sinto
mesmo se irónicamente não te posso ter,
A minha sina pode ser esta
a de um grande amor não poder viver...
Sofrer hoje por tanto te querer
Ser feliz agora por tanto te amar,
Expressar o que sinto, dizê-lo a ti
É o risco que corro para não errar... e para te acertar!!
Como Gosto-te!!

"Meu bem você me dá... água na boca..."



domingo, 3 de agosto de 2008