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sábado, 23 de agosto de 2008

Esta é para ti...

Descanso merecido...


Poisé...

Férias com sabor a férias... era mesmo disto que eu estava a precisar...

Ir ao encontro do mar, fazer as pazes com os meus livros, aproveitar o filhote, e, com toda a certeza, voltar a construir os meus castelos...
Polvilhar os meus sonhos com areia de mil cores, temperar a minha vida com hortelã pimenta, fazer do ócio o fiel companheiro, permitir-me não pensar em nada... esquecer legislações, políticas sociais desastrosas, esquecer obrigações, utentes, IP, até colegas... ou pelo menos algumas...

A música já toca, o carro está atestado... afinem-se as gargantas e...

É só uma semaninha, mas aproveitarei cada dia como se fosse o último...

Aqui, deixo a minha realidade... não vai azedar por isso, estou certa...

... mas volto... vou só ao Algarve um cadinho...

Boas Férias para mim!! E para quem mais estiver...

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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Sonho Azul

Jorge Abrantes - Hammerfest - Noruega

Aurora Boreal


Fui encontrar-te perdido no meio do meu sonho azul
Estavas sentado olhando o rio que o atravessa
E as suas águas calmas, serenas, brilham como o Sol
Levam na corrente as palavras em jeito de promessa

Como que surpreso então por me veres olhando para ti
Ergueste a cabeça para mim e sorriste com emoção
As minhas mãos para ti, num abraço eu estendi
Quero que venhas de encontro ao meu coração

Juntos no meu sonho azul, abraçados fitando aquelas águas
Encontrámos o sentido das palavras escritas naquele rio
Não deixemos que a vida passe por nós sem dizer
Lutei, remei, rezei, busquei, tentei ... tudo para não cair no VAZIO ...

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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Colorir...


Hoje, a caneta preta habitual não me é de serventia... Parada, inútil por entre os meus dedos...
Olho, estática, a folha de papel, lisa e branca...
Sinto o cheiro do papel virgem onde me quero derramar, ao qual me quero entregar...
E a caneta parece só querer escrever saudade, escrever tristeza, escrever receios e medos, escrever dor...

Nego-lhe essa vontade e ponho a caneta de lado... hoje não vais ser a minha companheira... pegarei em ti novamente quando me transmitires Esperança, confiança, coragem...

Pego nos meus lápis de cor... com eles pinto as palavras mais tristes com as cores mais alegres.
A "lágrimas" pinto de rosa; a "dôr" pinto de vermelho; a "tristeza" pinto de azul; a "incerteza" pinto de laranja... reservo as restantes cores...

Desenho o meu sentir no papel ao som das letras coloridas...
Pinto a minha vida com as cores que tenho no coração...
Quero vestir a palavra "solidão" de verde, cor que tinha de reserva...
Quero transformar o negro do "medo" e o roxo da "ansiedade" no lilás, ou no alfazema e por eles deixar entrar a Luz, a tua...
Quero inventar uma cor nova para a "coragem"...

Tenho cor à minha volta... tenho música... e agora:

Quero beber o doce das tuas palavras e nunca me enjoar, e fazê-las eternas em mim, em nós...
Quero agarrar o teu sorriso na palma da minha mão...
Quero iluminar a minha vida com a tua Luz...
E dizer-te o quanto gosto-te e quanto apeteces-me enquanto... baixo as luzes...
Seguro os teus lábios nos meus... esses lábios...
Dispo-me de inibições... dispo-te...
Trocamos suores, sabores, cheiros ... misturamo-nos...

Ao sabor da nossa música e no compasso das nossas cores...

"Quem sabe isso quer dizer amor..."

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terça-feira, 29 de julho de 2008

De pacanina...


... em Trás-os-Montes, acabada de chegar do Brasil, imunda como só as crianças sabem ficar... e um olhar que me parece meio perdido nesta foto... será? Não lembro...

Mas foi assim que senti hoje, ao olhar esta foto e ao olhar o espelho e a imagem nele reflectida...

Ingenuidade, genuinidade... será que há diferença no significado... penso que sim...

Será que alguma destas características, que tanto podem ser uma qualidade como um grave defeito, podem servir de justificação para os nossos erros, para a nossa insegurança, para a nossa impaciência, ou melhor ... ansiedade!? Penso que não...

E como viver e conviver com isto?

Porque é que um dia acordamos confiantes, de alma cheia, com vontade de viver a vida e o que de bom ela nos trás, naquilo que aceitamos como sendo o que nos faz felizes independentemente das circunstãncias - achamos que temos tudo na mão, mesmo que nada alcancemos, porque... "há palavras que nos beijam"... Vivemos intensamente e degustamos demoradamente estes momentos, apurando todos os sentidos ao máximo... só porque é assim, porque há amores assim, porque nos aceitamos assim, porque nos sentimos no céu... Vivemos de saudades do futuro, de esperança...

... e porque haverá outros em que, sem razão aparente ou aparentemente sem razão, tudo se desmorona, as certezas se esvaiem no espaço e no tempo e as incertezas se intensificam, a realidade é cruel e a tomada de consciência dói e fere de uma forma que nos tinhamos prometido não aconteceria... realizamos o lugar que ocupamos, o que na realidade representamos... aquilo a que nos votamos... e choramos desalmadamente e... aparentemente sem razão... e percebemos que não controlamos o futuro e a esperança esmorece, mas não morre... nunquinha!!

Depressão? Não tenho tempo nem vocação costumo dizer... mas o que não mata, mói... and I'm only human!!

Todas as nossas reacções, são condicionadas pela sensibilidade do momento, e estas, por sua vez, condicionadas por tudo o que nos envolve, somos fruto da sociedade em que vivemos, do meio em que estamos inseridos e é por tudo isso e que apesar de tudo... pretendo manter a minha ingenuidade e a minha genuinidade...

... sabem lá a que preço!

************************

De repente, vi-me menina, na Escola Primária - Ângulo Recto, na Amadora. Não era mais que um apartamento de 3 assoalhadas num prédio da principal Rua da Cidade. Uma sala de aulas e duas outras salas onde funcionavam os recreios, naquela altura, meninas de um lado, meninos de outro - o único ano em que tal me aconteceu, estavamos em 1981... Era já noite e eu era a última menina na escola, à porta, com uma "contina" (nem sei se é assim que se escreve), hoje temos o nome pomposo de auxiliares da acção educativa. A minha casa ficava pertinho, mas aquela rua imensa e cheia de trânsito parecia-me assustadora do alto dos meus 6 aninhos. As lágrimas assomavam-me aos olhos, será que se esqueceram de me vir buscar?? Poderá alguém perceber o drama vivido na altura, interiormente claro...

Como não podia mais esperar, e já não me lembro como a "contina" me deixou ir... saí da escola em direcção a casa. Empinei o meu nariz, como sempre nos momentos difíceis, e caminhei corajosa e decididamente rua a fora... Como estratégia, juntei os meus passos aos de outras pessoas apressadas por chegar a casa no final de mais um dia de trabalho, atravessei aquela estrada assustadora, na passadeira e junto a mais algumas pessoas. Por momentos apeteceu-me começar a correr sem parar, ou melhor, parar apenas em casa. nem olhei para a padaria dos meus bolos preferidos com as suas bancadas de mármore... cheguei a casa... sã e salva...

... afinal não se haviam esquecido de mim, apenas um malentendido entre a mãe e a avó que pensavam que uma e outra me iam buscar...

... afinal ainda gostavam de mim...

[perdoa se te faço mal...]

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sábado, 26 de julho de 2008

Tempo...


Não é por falta de vontade ou tão pouco por falta de tema. Não é por não querer mais estar aqui, ou por estar desencantada com algo. Não é por estar de férias (porque nem estou) nem é por estar a trabalhar. Não é por nada... é só porque ...

Porque desde o acordar ao deitar parece que o tempo voa, porque o tempo que tenho de dedicar à minha presente realidade me absorve por completo. Porque me entrego sempre inteira àquilo que desejo, gosto, quero...

Porque a vida não para e acontece a cada minuto, e cada minuto é tão intenso como o incenso que aromatiza a minha nova existência... hoje, canela...

Porque quando penso que vou ter tempo de vir aqui ao meu cantinho tão cheio de mim, se atropelam as ideias e as conversas e aquilo que quero transmitir ou aquilo que quero esconder, ou aquilo que quero disfarçar nas palavras escritas mas que quero evidenciar no que sente quem lê... e a quem efectivamente se destinam...

Porque tudo tem acontecido tão em simultâneo que às vezes duvido de que eu tenha passado por certas coisas, ou elas apenas passaram por mim, qual furacão...

Porque quero falar de amor, de vida, de esperança, de desejo, de futuro, mas também quero falar de desencanto, de frustração, de trabalho, de vida, de existência, de alegria e de dor... de aceitação, resignação e de coragem...E tudo se baralha e tudo se confunde, como um sorriso sincero entre lágrimas de dor... antagonismos, realidades que só fazem sentido pela existência dos contraditórios...

Porque quero falar de Amizade, porque sinto saudades dos meus Amigos, tantas...

Porque quero falar de Angola, porque quero sentir Angola, cheirar Angola e viver Angola... e nasce um nó na garganta que preciso desfazer...

Porque quero falar das incertezas, da solidão e dos receios que me assaltam e que combato com o meu sorriso e o meu nariz empinado e muito também... com o teu sorriso, com a tua confiança e amizade...

Porque quero falar do meu bem mais precioso e pacanino e como é bom partilhá-lo com quem me gosta...

Quero falar de tanta coisa ...

... mas agora... não tenho tempo...

...voltarei...

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sábado, 19 de julho de 2008

Vida nova...


... começa aqui e agora!!

Hoje escrevo de um sítio que posso considerar meu, há muito tempo que não sentia algo como meu, como sinto hoje!!
Hoje, nada acaba... tudo começa...

Hoje estou cansada, mas felizmente cansada... não da alma, como vem sendo hábito... mas cansada fisicamente e com a alma leve como uma pena...
Daqui de onde me encontro vejo o futuro... e ele sorri...

E como gosto de vos ter, Amigos, comigo juntinhos, nesta minha caminhada rumo à Felicidade...

Obrigada!

E a TI... obrigada por acreditares em mim, por me gostares, por fazeres parte... Eu Gosto-te!

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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Nós


Não "Nós", mas nós que se nos dão sem nos apercebermos, que baralham tudo e que custam a desfazer... sufocam, oprimem... trazem angústias, medos, fobias, pânicos, ataques de choro...

... "Nós" ... trazem sorrisos, lágrimas boas, prazer, esperança, alegria... Felicidade...

Uns e outros coexistem ora em cumplicidade ora em conflito dentro de mim...

Adoro-nos, mas detesto nós!

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terça-feira, 8 de julho de 2008

Aparências...



As coisas mais bonitas podem surgir nas condições mais adversas...

... como estas flores nasceram num lugar aparentemente inóspito, como seja a muralha do Forte de S. Filipe, em Setúbal... Como eu costumo dizer, as aludências aparudem, ou seja ... as aparências iludem :D

Como tal... a Esperança é a última a morrer e...

"...há dias que marcam a alma e a vida da gente..." Mariza in Chuva

Hoje é mais um "primeiro dia do resto da minha vida!!" Sérgio Godinho in o primeiro dia

... P'ra semana há mais :D

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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Só porque...

Fotografia de Fernando Lusbelo - Embondeiro - Angola


Eu fui devagarinho, com medo de falhar
nao fosse esse o caminho certo para te encontrar
fui descobrindo devagar cada sorriso teu
fui aprendendo a procurar por entre sonhos meus

Eu fui assim chegando, sem entender porquê
já foram tantas vezes, tantas assim como esta vez
mas é mais fundo o teu olhar, mais do que eu sei dizer
é um abrigo para voltar,ou um mar pra me perder

Lá fora, o vento, nem sempre sabe a liberdade
a gente finge mas sabe o que nao é verdade
foge ao vazio, enquanto brinda, dança e salta
eu trago-te comigo e sinto tanto tanto a tua falta

Eu fui entrando pouco a pouco, abri a porta e vi
que havia lume aceso e um lugar pra mim
quase me assusta descobrir que foi este sabor
que a vida inteira procurei entre a paixao e a dor

Lá fora, o vento, nem sempre sabe a liberdade
gente perdida balança entre o sonho e a verdade
foge ao vazio, enquanto brinda, dança e salta
eu trago-te comigo, e sinto tanto tanto a tua falta

Lá fora, o vento, nem sempre sabe a liberdade
gente perdida balança entre o sonho e a verdade
foge ao vazio, enquanto bebe, dança e ri
eu trago-te comigo

e guardo este abraço só pra ti !

Gente Perdida - Mafalda Veiga

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segunda-feira, 23 de junho de 2008

Sentir


Não sei há quanto tempo foi
Há quanto tempo é que eu senti
E sentindo tanto e tão forte
Conforme o senti, o escrevi
Mas desde que tudo mudou
Tentei mudar meu sentir
E na forma do meu escrever
Encontrar maneira de não fugir
Mas fingir também não é opção
Não sentir é coisa que não se põe
Não escrever mata o meu coração
Não te ver ... mais do que se supõe
Os dias passam e a nostalgia toma conta
A saudade aperta o coração que sofre
O coração chora, e dos olhos a água brota
E o que vivemos, a razão encerra num cofre
Oh razão ... diz à alma que não sofra
Que a vida está toda aí para ser vivida
Faz com que ela te oiça com atenção
E que possa sair da situação sem ser ferida

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sexta-feira, 20 de junho de 2008

LINDO!!

GRANDE Rui, GRANDE música... GRANDES vozes...

Enfim...


segunda-feira, 9 de junho de 2008

Dreaming


How can I tell my dreams it's time to wake up
How can I keep my thoughts from running wild
How can I stop my heart from beating so fast
Every time I feel your presence so smooth and mild

Each time I close my eyes and take a deep breath
Each time I think of the words you've spoken
I can't help wondering where you are now
And if you feel like you've got your heartbroken

But then, as I feel I'm going down in sorrow
I tell myself I must be patient and strong
I've got to give it time, it'll be better tomorrow
There's no way our Love should be wrong

And the distance, that tears me in pieces
That kills me each day a bit
Will be the same distance that ... someday
Will bring you near to me ...

Let me keep dreaming ...

[20061105]

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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Timings


Fotografia de Fernando Lusbelo


Cada um de nós gere os seus próprios timings, nem sempre o fará da melhor forma, mas é na convicção de que o está a fazer, que muitas vezes se sujeita a circunstâncias que, para alguns ou em determinados contextos, seriam no mínimo rídiculas...

Só que, apenas quem vive a sua própria circunstância pode aferir e rotular, ninguém mais tem o direito de o fazer.

Vou onde me leva o coração e aprendo que... nunca se está preparado para aquilo que achamos não ser possível, ou pelo menos, que queremos crer não ser possível...

A vida é assim, uma constante descoberta... nem sempre de coisas boas, mas que nos ajudam a crescer.


(...) um dia vou construir um castelo (...)

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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Como uma onda no mar...

Nada do que foi será

De novo do jeito que já foi um dia

Tudo passa, tudo sempre passará

A vida vem em ondas como o maaaar

Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é

Igual ao que a gente viu há um segundo

Tudo muda o tempo todo no muuundo

Não adianta fingir

Nem mentir pra si mesmo

Agora

Há tanta vida lá fora,

aqui dentro

Sempre

Como uma onda no mar...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Dúvida


Eu sei...

Todos nós a determinada altura nos questionamos sobre a nossa vida, seja a que nível for.

A dúvida neste momento é sobre qual das opções surtirá um melhor efeito:

RESET!?

OU

DELETE!?

Um desabafo, apesar de todas as mensagens positivas que me obrigo a repetir a mim mesma todos os dias, que aqui colo, grito, invento... na tentativa quase desesperada de ... nelas acreditar!!

Há dias assim...

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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Quando me amei de verdade...

Um dia eu chego lá!! Oh laré! tenho praticado bastante e com preciosas ajudas ;)
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sexta-feira, 23 de maio de 2008

JA - Agradecimento devido


Jorge Abrantes


Este será o primeiro, mas haverá mais! Este será o primeiro talvez pelas saudades imensas, mesmo sabendo que estamos sempre presentes, sempre juntos!

Porque nos dias mais cinzentos foi sempre um raio de Luz, um sorriso sincero, a palavra certa na hora certa, o incentivo, o carinho, o Amigo! E porque nos dias de Sol foi sempre mais brilhante ainda... Porque sempre acreditou, porque sempre me aceitou... e me tratou como igual!
Porque hoje, mesmo se a vida nos afasta do contacto diário, continua presente. Porque ainda me conforta a alma nos dias mais tristes com as palavras ditas há tanto tempo atrás. Porque dá sempre tanto sem exigir nada em troca...

Jorge Abrantes, Angolano, Moçâmedense...

O meu mais sincero agradecimento por tudo, por ter sido o responsável principal pela minha escrita, pela aprendizagem, pelo crescimento que me proporcionou também como pessoa, por me ter guardado sempre um lugar especial no "Varão" do muro da sua casa, e principalmente por me ter agraciado com a sua Amizade!

E ao escrever tudo isto realizo que sou uma pessoa imensamente feliz e afortunada - riquissíma, por estar rodeada de pessoas bonitas!

Sei que já sabia tudo isto, mas hoje senti necessidade de vir aqui dizê-lo porque fui procurar mimo relendo tanto do que me destinou e vou deixar aqui algo, sei que não levará a mal...

Saudades, e OBRIGADA, SEMPRE... POR TUDO!

Sou hoje uma pessoa melhor!

"Algo brilhava à beira-mar.

Num alegre, suave e doce baloiçar
algo brilhava á beira-mar.

Os raios de sol que nela incidiam, transformavam as pequenas gotas de água salgada, em pequenitas estrelas que luziam em várias cores e de onde provinha o brilho de intensos feixes laser, fazendo lembrar as luzinhas que ora apagavam ora acendiam, como as de uma árvore de Natal , ao que aos meus olhos pareciam.

Lentamente, muito lentamente, arrastada por uma dança ondulante serena, chegou perto de meus pés.

Por instantes, flectindo o joelhos curvei-me como que numa oração. Continuei a contemplá-la sem lhe tocar e sem querer perder nem uma só estrelinha.

As pequenas ondas do mar que a mim chegavam não falavam, mas logo me fizeram crer que me queriam dizer algo importante.

Percebi o que me diziam:
-Somos as portadoras de algo para ti, veio de uma terra distante.

Contemplei-a ainda mais, e por longo período de tempo, o que a mim chegou.

Era uma pequena garrafa de vidro cristalino com as marcas esverdeadas, "Finas tatuagens do tempo", que necessitou para cruzar oceanos empurrada por correntes e chegar até mim, e que o tempo nela deixou.

A um simples toque de um meu dedo imergiu ligeiramente, e flutuando rodou sobre si mesma, colocando-se com uma pequeníssima abertura que as marcas do tempo não apagou, para que um raio de sol a iluminasse, e eu pudesse ver seu precioso interior.

No interior, desta garrafinha bem rolhada uma mensagem num fino pergaminho, de uma grande amiga minha, manuscrita com carinho e com uma rosa branca tatuada.

É mesmo para mim.
Estou a ler a mensagem....

Pena minha não trazia o remetente,
não poderei agradecer.

Assim, esta garrafinha fará companhia às minhas mais gratas recordações que de mim farão sempre parte integrante da vida. Para elas tenho reservada a minha vitrina pessoal, onde apesar de expostas estarão bem guardadas, para além do lugar reservado num cantinho do meu coração.

Grato.

Jorge"

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I Cried for You - Katie Melua

terça-feira, 13 de maio de 2008

Futuro em Aquarela

Já aqui há tempos postei o youtube desta canção de Toquinho e Vinicíus de Moraes - "Aquarela" - Por razões que a própria razão desconhece, esta música deixa-me de lágrima!

Hoje apeteceu-me deixar aqui apenas um excerto...


"(...)E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar ...

Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá (...)"

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