Hoje, a caneta preta habitual não me é de serventia... Parada, inútil por entre os meus dedos...
Olho, estática, a folha de papel, lisa e branca...
Sinto o cheiro do papel virgem onde me quero derramar, ao qual me quero entregar...
E a caneta parece só querer escrever saudade, escrever tristeza, escrever receios e medos, escrever dor...
Nego-lhe essa vontade e ponho a caneta de lado... hoje não vais ser a minha companheira... pegarei em ti novamente quando me transmitires Esperança, confiança, coragem...
Pego nos meus lápis de cor... com eles pinto as palavras mais tristes com as cores mais alegres.
A "lágrimas" pinto de rosa; a "dôr" pinto de vermelho; a "tristeza" pinto de azul; a "incerteza" pinto de laranja... reservo as restantes cores...
Desenho o meu sentir no papel ao som das letras coloridas...
Pinto a minha vida com as cores que tenho no coração...
Quero vestir a palavra "solidão" de verde, cor que tinha de reserva...
Quero transformar o negro do "medo" e o roxo da "ansiedade" no lilás, ou no alfazema e por eles deixar entrar a Luz, a tua...
Quero inventar uma cor nova para a "coragem"...
Tenho cor à minha volta... tenho música... e agora:
Quero beber o doce das tuas palavras e nunca me enjoar, e fazê-las eternas em mim, em nós...
Quero agarrar o teu sorriso na palma da minha mão...
Quero iluminar a minha vida com a tua Luz...
E dizer-te o quanto gosto-te e quanto apeteces-me enquanto... baixo as luzes...
Seguro os teus lábios nos meus... esses lábios...
Dispo-me de inibições... dispo-te...
Trocamos suores, sabores, cheiros ... misturamo-nos...
Ao sabor da nossa música e no compasso das nossas cores...
"Quem sabe isso quer dizer amor..."
[BLOG ENCERRADO]
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Colorir...
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Caçador de mim
Por tanto amor, por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz, manso ou feroz
Eu, caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões que nunca tiveram fim
Vou me encontrar longe do meu lugar
Eu, caçador de mim
Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
Abrir o peito à força
Numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura
Longe se vai sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir o que me faz sentir
Eu, caçador de mim
Não percam a oportunidade de ouvir esta música cantada por Milton Nascimento. Procurei no youtube, mas apenas composições de imagens e não o Milton a cantar como eu gostaria... assim fica o registo de uma letra... especial.
Lembras? Eu tenho lembrado bastante, esta... e outras...
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Equilíbrio...
Já te disse que adoro a forma como me devolves ao equilíbrio naquelas alturas em que extravaso o limite do bom senso... Como me apaziguas comigo mesma, como me trazes à razão...
Todos os dias caminho na nossa direcção, todos os dias vou de encontro a nós. Espero-te e como sabe bem esperar-te.
Como é bom quando chegas e me acalmas a alma, como é bom ouvir a tua voz, sentir o teu calor... sentir o teu abraço do tamanho de um Mundo, a energia que ele me traz, o carinho...
Como é bom quando chegas e a tua energia é o que reacende a chama que se estava a apagar...
Como é bom saber que quando não estás, estás na mesma...
Como é bom saber que os meus receios e medos são partilhados por ti...
Como é bom saber que existes...
Como é bom existir...
... mesmo quando a espera me acentua a solidão, mesmo quando o silêncio se torna ensurdecedor, mesmo quando a ansiedade parece que nos sufoca...
... mesmo não te vendo, mesmo não te tendo, mesmo ...
Vivo-te! Invento-te e reinvento-me!
E Gosto-te!!... e estou aqui, SEMPRE!!
A porta está sempre aberta...





