"Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar para mim...
Escutar quem sou e se ao menos tudo fosse igual a ti..." *
* The Gift
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"Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar para mim...
Escutar quem sou e se ao menos tudo fosse igual a ti..." *
* The Gift
E enquanto ele se divertia e não parava de correr e atirar areia, eu... "sentada a olhar o mar, sonho sem ter de quê"
Adoro o Mar, é uma coisa quase inexplicável, uma sensação especial poder estar ali, com uma temperatura amena, e sem aquela gente toda que normalmente lá está no Verão. Apesar de algumas pessoas, pode sentir-se a quietude e o marulhar das ondinhas que se espraiam na areia... que bom...
Poder-se-à dizer que botas não será o melhor calçado para levar à praia, but... o improviso assim determinou :)
Como se pode ver, entretanto, o Tomás resolveu ir a "banhos" ... coisa que muito dificilmente ele faz no Verão. Acho que, tal como eu, o que ele não gosta é das multidões na praia :)
Foi assim a minha tarde de Domingo, em Janeiro..."Quase perfeito"...
S into que tenho de reaprender a viver
U m misto de liberdade e insegurança
F antasias que amíude me fazem sofrer
O u me ajudam a encarar o futuro com mais confiança...
C alo lágrimas e oprimo pensamentos
A fasto o medo, a angústia e a ansiedade
D igo para mim mesma que não pode haver segredos
A limento a esperança em busca da Felicidade!
Hoje, vi-me menina buscando um pedaço de Céu
Vivi lembranças nas palavras escritas com calma
Ternuras que o tempo esconde no seu véu
Emoções que à distância me alimentam a alma
Em ti me refiz mulher, me encontrei
Vislumbrei o caminho para ser Feliz
O que me dás não tem preço, só eu sei
És tudo quanto eu sempre sonhei e quiz
Sei que não posso ser a Luz que tanto procuras
Se te ofusco com o que tenho de melhor em mim
A genuinidade do meu amor incondicional... o desejo
Quero-te, mas ...a tua Liberdade jamais terá fim
A tua dôr... é a minha dôr...
Ter-te é o meu desejo mais profundo
Mas acima de tudo e de qualquer coisa
Quero-te todo o Bem que há no Mundo!
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“Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa
Despe meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é”
Alberto Caeiro in O Guardador de Rebanhos - VIII
A Vida prova-nos a cada dia que não vale a pena termos algo por adquirido. O que hoje é uma certeza, amanhã poderá não sê-lo, ou então, poderá continuar a ser uma certeza, mas no significado inverso. Como assim? Tipo: hoje tenho a certeza que Amo, e amanhã chego à conclusão que tenho a certeza que não Amo.
Parece inconstante, parece contraditório, mas não é. É apenas a conclusão de que muitas vezes nos deixamos cegar pelo comodismo. O hábito de achar que amamos e até de dizê-lo, só por si, não torna verdadeiro o sentimento, torná-lo-à, quanto muito, socialmente correcto.
Não é isso que quero mais para mim, aliás, já não o queria há muito. É duro, claro que sim, concluir que afinal não se ama, quando até se pensava que sim. Procurar em cada lembrança o momento em que algo mudou, o que de facto mudou? Esta geração já não se limita a acomodar-se ao facilitismo que é manter uma relação pela estabilidade, pelo socialmente ou moralmente (para alguns) correcto e muito menos pelos filhos. Sim, também é facto que talvez esta geração não tenha aprendido a fazer a gestão de tantas dimensões que nos envolvem. Não procuro sequer encontrar os motivos, fazer comparações com outras gerações. Apenas verifico que é assim.
[Mas, atenção, chegar à conclusão que não se ama, não retira importância alguma ao amor que se sentiu! Se há algo que me baralha é ouvir alguém dizer, quando encontra um novo amor, que afinal não tinha amado o anterior. Se aparentemente pode parecer um mimo a quem está a ouvir, na minha opinião é uma hipocrisia. Nenhum amor morre definitivamente em nós, fica guardado naquele baú, transforma-se é certo, mas não morre, vira apenas lembrança boa, carinho, amizade]
A dimensão trabalho, ocupa-nos a grande parte do dia, absorve a maior parte das nossas energias, é exigente e pouco gratificante (por mim falo).
A dimensão filhos: a melhor de todas, sem dúvida, mas talvez também a mais prejudicada por todas as outras. Depois de juntos um pouquinho pela manhã, o reencontro dá-se ao fim da tarde, quando, na maioria das vezes, o cansaço provocado pelas outras dimensões, retira qualidade ao tempo que sobra até à hora de dormir, porque entretanto...
...A dimensão casa, obriga a que se faça jantar, depois do banho, entre outras obrigações e se esgote o tempo sem que possamos partilhar-nos.
Ao fim de semana mais do mesmo. O tempo está bom para passear? Pois, mas há casa para arrumar e limpar, roupa para tratar, lavar estender e passar, and so on, and so on ...A dimensão social ficou para enésimo plano e resume-se práticamente a casamentos, aniversários e um ou outro cafézinho no fim de semana...
Onde ficou a dimensão casal? Não sei... esquecemo-nos? Ou nem tivemos tempo sequer? Acho que só restou tempo de dizer: até amanhã, ou neste caso: até sempre... até qualquer dia... vamos tentar de outra forma ser Felizes.
Hoje tenho a noção, à custa de algum sofrimento, que esta minha forma de ser não traz nada de bom, mas também não é algo que possa mudar, quando muito fazer algum ajuste aqui ou ali. O mundo, a vida, está exactamente para aqueles que se acomodam ao que falei. Esses constróiem uma vida, mais ou menos estável, têm os seus filhos, a sua rotina... Não amam, ou pensam que amam, mas são alegadamente Felizes. Espero que nunca tomem a consciência que tomei!
Mas as lágrimas lavam-me a alma e, graças a Deus, tenho feito bom uso delas...
Quero Amar na magnitude da palavra, e aprender a fazê-lo com todas as dimensões das quais não me posso abstrair. Não deixar de namorar nunca, deixar de namorar é o passo nº 1 para a acomodação... para o fim...
Às vezes pergunto-me: Porquê? Porque tudo tem de ser sempre tão dificíl? Mas depois, ergo novamente a cabeça, não quero sentir pena de mim, e digo: Quanto mais dificíl, melhor será o sabor no final ...
Sonhar ainda é possível... sonho sempre que o amor é livre como um passarinho e que, se tiver de ser, ele cá chegará...
"... a esperança é um Dom, que eu tenho em mim, eu tenho sim ..." Caetano Veloso, Sonhos
Esclarecimento: apesar de alguma amargura neste post quero dizer que acredito no Amor, sempre! E quero dizer que sei que existem casos de amor que duram uma vida, que os admiro muito, que os invejo positivamente. [2008/01/21]
"Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja Feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar..."
O Principezinho - Antóine de Saint Exupéry
Eu sei que tu estás... lá.
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